| Planos para 2009 - Leia: Repintando a Igreja - Rob Bell - Editora Vida. |
Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
LEITURAS
Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008
MEDITAÇÕES
Decisões para o ano sempre velho
Ricardo Gondim
Decido não esperar que o próximo ano se assemelhe ao que termina. Determino que seja único. Estabeleço que diante do insólito, continuarei indeciso. Hesitante, dobrarei esquinas imprecisas, sem pensar nas conseqüências. Desatento, descumprirei as agendas do cotidiano. Imprevidente, não estocarei esperança.
Decido não controlar o porvir. Abro mão das simetrias. Desisto das sincronias. Rasgo as tabulações. Desmancho as sistematizações. Contente, não vou rastrear os augúrios celestiais. Sereno, enfrentarei o mal de cada dia.
Decido não tentar aplainar o que vem pela frente. Já busquei cinzelar a vida e me frustrei. Meus ideais viraram insultos, meus arrojos, fadigas, meus pressupostos, anátemas. Abdico de embotar as arestas que me ferem. Seguirei indefensável, buscando tão somente a verdade que me pareça verdadeira.
Decido não querer voltar ao passado que tanto amei. Vou reconhecer que a roda da vida não recua. Admitirei que, indelével, o tempo mastiga a todos. Repetirei até aprender: "Não soltar o que já se foi adoece a alma de melancolia". Que a saudade seja uma doce recordação do que nunca há de reviver.
Decido endemoninhar a rispidez, aterrar a desconsideração, danar o escárnio. Preciso que a integridade de toda a intenção se concretize com deferência. Que a minha franqueza nunca se confunda com insolência. Que a graça se antecipe à virtude.
Decido obstinar-me na leitura. Pretendo disciplinar-me no impenitente amor à poesia. Quero enxovalhar-me com as cores, degustar as melodias, deleitar-me com os perfumes. Preciso aprender a temperar o insípido, colorir o baço, sensibilizar o entorpecido, orquestrar o desconsolado.
Decido procurar Deus no rosto sofrido da criança asiática, na mão suplicante da negra africana, no olhar amargo do ancião latino-americano. Quero descobri-lo nas iniciativas solidárias e na obstinação de defender a dignidade dos oprimidos.
Decido que o meu futuro venha sem mágica, sem inocência, sem extravagância, sem pudicícia, sem ostentação, sem pieguismo. Quero aprender a contentar-me com o simples, a gozar o instante sem culpa, a tecer emoções sem neurose.
E assim, de pouco em pouco, continuar torcendo para que o espantalho da morte se atrase para não prejudicar tantos planos.
Soli Deo Gloria.
Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008
ESTUDO
GRUPO FAMILIAR DE DISCIPULADO NA PRÁTICA
COMO FORMAR UM GRUPO FAMILIAR:
a) Sondagem
b) Implantação
c) Desenvolvimento
DESENVOLVIMENTO NA PRÁTICA
a) Socialização (muito importante) Sempre chamar pelo nome.
b) Oração (Simples, Específica, Só um ora) (até aqui 5 minutos)
c) Quebra-Gelo - leva-los a sentir-se bem (dinâmicas)
d) Louvor e cânticos de fácil memorização (+ 5 minutos)
e) Espaço para Testemunhos (se houver necessidade) (+ 5 minutos)
f) Uso da Bíblia (Leitura, sempre ajudando o novo convertido a achar o texto)
g) Exposição da Palavra (ser simples e objetivo, sem "teologizar" e sem enrolar a pessoa, mas, usar ilustrações e coisas práticas do dia-a-dia) (+ ou - 30 minutos)
h) Tira-Dúvidas e Exercícios (10 a 15 minutos)
i) Oração Final Específica (Citar os nomes dos membros da Casa)
j) Socialização (despedida e marcar próximo encontro)
OBSERVAÇÕES:
a) Cuidado com as amizades...
b) Lanches, cuidado!
c) Caia fora da rotina.
d) Organização.
IMPORTANTE:
Grupo familiar não é:
a) Culto
b) Reunião Formal
c) Centro de Caridade
d) Vigília
Grupo familiar é:Aquele que possui identidade e ambiente familiar, que dá cobertura espiritual para os seus membros e alcança o objetivo do discípulo de conhecer plenamente a Deus.
Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
INTERESSANTE
Música Evangélica com Ritmos Populares
Rolando de Nassau
Na década de 60, por influência da Igreja Anglicana (Geoffrey Beaumont) e da Igreja Romana (Concílio Vaticano II), as igrejas protestantes e evangélicas nos Estados Unidos da América e na Grã-Bretanha começaram a aceitar ritmos e instrumentos populares em seus cultos. No Brasil, o advento da "Bossa Nova" e a promoção de festivais renovaram a música popular brasileira e afetaram o gosto musical da juventude evangélica. Trinta anos depois, Marcílio de Oliveira Filho escreveu: "A influência desse movimento ("Bossa Nova") logo chegou às igrejas e a juventude evangélica da época começou também a realizar festivais, com as mesmas características dos "shows" populares, com guitarras, violões, baterias e outros instrumentos de uso na música popular".
Na década de 70, os comentaristas musicais norte-americanos cunharam o termo "Contemporary Christian Music" (CCM), música cristã contemporânea, para designar uma forma de música, baseada na mistura de música popular e "rock", à qual era adaptada uma letra religiosa. Até então, os evangélicos norte-americanos cantavam hinos, tradicionais ("hymns") e evangelísticos ("gospel hymns"), cânticos espirituais ("spiritual songs") e canções evangelísticas ("gospel songs") (ver: "TIME", 21 jun 71, pp. 56-63).
Como contrapartida do movimento esquerdista ("Peace Movement") os jovens evangélicos iniciaram o movimento reavivalista ("Jesus Movement"), por acharem que as práticas tradicionais de culto e de evangelização estavam desatualizadas. Os jovens que eram músicos (tais como Larry Norman) procuraram desenvolver novas maneiras de composição e de execução musical, para sensibilizar as massas de jovens atraídas pelas campanhas evangelísticas. O novo estilo, "contemporâneo", diferente do "tradicional", incorporou formas da música popular norte-americana (jazz, blues, rock), que foram importadas por jovens evangélicos na América Latina, na Europa e, afinal, em todo o mundo cristão, em decorrência da internacionalização da música norte-americana.
Isso aconteceu porque os dirigentes musicais na época (décadas de 60 e 70) não conseguiram educar a juventude no sentido de saber discernir entre a música religiosa e a música profana. Outro fator foi a conversão de cantores e músicos profanos que, rápida e naturalmente, levaram seus ritmos, instrumentos e estilos para o seu novo ambiente musical e social (a igreja), onde foram recebidos como atuais e bons. Ao mesmo tempo, jovens cristãos estavam sendo fortemente influenciados pela música popular (ver: "O Jornal Batista", 7 ago 2000, p.7).
Na década de 80 surgiu uma indústria musical evangélica, baseada em artistas, gravadoras, emissoras de rádio e televisão, lojas de discos; a CCM tornou-se um negócio altamente lucrativo; o mercantilismo deturpou o ideal inicial do "Jesus Movement"; Amy Grant e Michael W. Smith vendiam milhões de discos. Mas alguns artistas concorrentes (por exemplo, a banda "U2") saíram da esfera comercial de Nashville, Tennessee (USA) e foram procurar gravadoras profanas, onde usaram outros ritmos (rap, punk, hip hop, metal rock, hardcore, grunge, trash).
Na década de 90, alguns artistas rebelaram-se contra os estereótipos da indústria da CCM e adotaram estilos ainda mais ousados.
Entre os comentaristas há os que são radicalmente contrários; os que admitem o uso da CCM para fins evangelísticos, embora reconheçam que a CCM abandonou o padrão bíblico e sua responsabilidade perante a igreja local; e os que consideram a CCM mais uma forma de arte do que um método de evangelização.
Mark Hayes, em 1997, declarou: "Existem canções que são cantadas em concertos de Michael Smith que atraem os adolescentes, mas que não são apropriadas para uso no culto".
Michael Smith foi expoente da CCM; atualmente, encontra-se na música "pop". Em recente "show" de MS, não houve reflexão, nem oração; nem leitura bíblica, nem pregação do Evangelho; MS aderiu à idéia de realizar um evento pós-moderno para uma sociedade pós-moderna. Jovens que pertencem à classe social acima da média desejam ter uma experiência religiosa usufruindo as benesses do Primeiro Mundo. O fenômeno da religiosidade ocorre mais facilmente no abandono do espírito profético (sinal de contradição) e no afago do espírito secularista (sinal de adaptação). O retorno, à religião ou à experiência religiosa, aparece mais acentuado justamente nas sociedades pós-modernas, em que mais depressa foram sentidos os efeitos globais do desenvolvimento econômico. Mas a sociedade pós-moderna é marcada pelo descompromisso religioso. O retorno à uma reunião de crentes, facilitado por música com ritmos e instrumentos populares, significava, naquele "show", o desejo de preencher um vazio espiritual e acalentar uma carência emocional. Isto não implicava um compromisso com Cristo, muito menos com uma denominação ou igreja.
Equivocam-se os pastores, os músicos e as igrejas quando pensam que a música, com ritmos, instrumentos e estilos populares, é fator primordial e essencial para que ímpios, especialmente os jovens, retornem ou se mantenham interessados numa experiência religiosa.
Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
REFLEXÕES
Descarte, recicle, acolha.
Ricardo Gondim
Descarte.
Qualquer lógica que não se conecte com a vida.
Qualquer pressuposto que gere o fatalismo.
Qualquer censura que obture a criatividade.
Qualquer pessimismo que negue a esperança.
Qualquer otimismo que afirme a prepotência.
Recicle
Sua expectativa de viver sem percalços.
Seu desejo de ser alvo da intervenção divina.
Seu pavor de não ter segurança.
Sua angústia de saber-se mortal.
Sua expectativa da experimentar a felicidade plena.
Acolha
O desafio de peregrinar, só peregrinar.
A tarefa de reinventar-se diariamente.
A responsabilidade de ser co-autor da história.
O dever de esperar e cuidar dos frágeis.
A felicidade de ser chamado filho de Deus.
Soli Deo Gloria
Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
Pare e Pense
| Louvor de superfície |
| Tenho percebido que algumas coisas foram alteradas por nossa geração em relação ao louvor, adoração, chame do que você quiser. Eu não agüento mais ver frases repetidas em meio a músicas chamadas "gospel". São mantras, cansativos, repetitivos e enfadonhos. Não suporto mais participar de cultos onde frases calejadas apenas mudam de boca e de lugar: "olha para seu irmão do lado", "levanta sua mão", "vamos entrar no santo dos santos" (como se o Santo dos santos já não estivesse em nós) ouço absurdos do tipo "entre nos átrios do Senhor", "ir além do véu" (irmãos o véu se rasgou! Que véu é esse? Meu Deus), "atrair a presença de Deus" (é como seu filho estar do seu lado segurando em sua perna e você continuar gritando por ele. Aí dói!). |
Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008
Reflexões
Servir: privilégio de poucos
É natural ao coração humano a busca de conforto, status, poder e tudo quanto vem agregado a estas realidades. Tiago, João e sua mãe foram até Jesus solicitar tais privilégios na consumação do reino de Deus. Jesus não disse nem que sim, nem que não, mas aproveitou para reforçar que o reino de Deus é reino de servos e, portanto, os servos são os verdadeiros governantes do mundo. No reino de Deus, o privilégio e o ônus de governar não é das "pessoas importantes", mas dos servos, até porque, governar é servir. No reino de Deus, a maneira de governar não é exercendo domínio sobre os governados, mas servindo os governados, até porque, governar é servir. Na lógica do reino de Deus, o oposto também é verdadeiro: servir é governar.
Para servir é necessário sair da zona de conforto, isto é, fazer o indesejado, dedicar tempo para tarefas pouco atraentes, assumir responsabilidades desprezadas pela maioria, fazer "o trabalho sujo", enfim fazer o que ninguém gosta de fazer. Para servir é necessário vencer o orgulho, isto é, se dispor a ser tratado como escravo, ter os direitos negligenciados, ser desprestigiado, sofrer injustiças, conviver com quase nenhum reconhecimento, enfim, não se deixar diminuir pela maneira como as pessoas tratam os que consideram em posição inferior. Para servir é necessário abrir mão dos próprios interesses, isto é, pensar no outro em primeiro lugar, ocupar-se mais em dar do que em receber, calar primeiro, perdoar sempre, sempre pedir perdão, enfim, fazer o possível para que os outros sejam beneficiados ainda que ás custas de prejuízos e danos pessoais.
Não é por menos que em qualquer sociedade humana existem mais clientes do que servos. Servir não é privilégio de muitos. Servir é para gente grande. Servir é para gente que conhece a si mesma, e está segura de sua identidade, a tal ponto que nada nem ninguém o diminui. Servir é para gente que conhece o coração das gentes, de tal maneira que nada nem ninguém causa decepção suficiente para que o serviço seja abandonado. Servir é para quem conhece o amor, de tal maneira que desconhece preço elevado demais para que possa continuar servindo. Servir é para quem conhece o fim a que se pode chegar servindo e amando, de tal maneira que não é motivado pelo reconhecimento, a gratidão ou a recompensa, mas pelo próprio privilégio de servir. Servir é para gente parecida com Jesus. Servir é para muito pouca gente.
A comunidade cristã – a Igreja, pode e deve ser vista, portanto, como uma escola de servos. Uma escola onde aprendemos que somos portadores do dna de Deus, dignidade que ninguém nos pode tirar. Uma escola onde aprendemos que, por mais desfigurado que esteja, todo ser humano carrega a imagem de Deus. Uma escola onde aprendemos a amar, e descobrimos que, se "não existe amor sem dor", jamais se ama em vão. Uma escola onde aprendemos que "mais bem aventurada coisa é dar do que receber".
Servir é mesmo privilégio de poucos. De minha parte, preferiria ser servido. Mas aí teria de abrir de mão do reino de Deus. Teria de abrir mão de desfrutar do melhor de mim mesmo. Teria de abrir mão de você. Definitivamente, me custaria muito caro. Nesse caso, continuo na escola.
© 2008 Ed René Kivitz
Reflexões
Sem simplicidade não há cura e graça
O desespero do homem religioso, especialmente do cristão ou do judeu praticantes, é o mais intenso e forte desespero que o coração humano já experimentou. Isso porque esses dois credos religiosos são aqueles que propõem a salvação humana como obra de justiça própria, especialmente de natureza moral.
É verdade que qualquer cristão doutrinado que leia o que acabei de falar dirá imediatamente que isto não é verdade quanto ao Cristianismo e, especialmente, não é verdadeiro em relação ao Protestantismo, em razão de que o arcabouço doutrinário da Reforma postula a salvação pela fé na Graça de Jesus. Todavia, todos sabemos que a doutrina é essa, mas que na prática isto nunca foi verdade para a "igreja". Sim, porque prega-se essa salvação pela fé apenas como argumento alentador na chegada do "novo-crente". Porém, no dia seguinte ao da "Decisão de ser Crente", o indivíduo já começa a ser doutrinado na salvação e na santificação moral e autônoma, realidades essas que cada pessoa tem que conquistar a fim de se manter no posto da salvação pela via de sua irrepreensibilidade moral.
Assim, inicia-se falando o Evangelho como sedução, e, uma vez feito o prosélito, imediatamente ele é transformado num cristão fariseu.
O que segue são barganhas e mais barganhas com Deus, acrescidas de um estado perene de inquietação, nervosismo e culpa — medo de cair... Ou, então, no caso de o indivíduo estar se sentindo "bom" o suficiente para a agradar a Deus pelas suas próprias obras e pela sua própria moral, surge um ser arrogante, nojento e insuportável para a normalidade do convívio humano.
Assim nascem os crentes, tanto os neuróticos pela culpa e pela barganha, quanto também o crente santarado, que é esse ser da "dita-dura", e que trata com raiva e com inveja aqueles aos quais acusa de serem "pecadores". Sim, porque nesse caso o espírito de juízo e acusação é proporcional à inveja que se tem da liberdade ou do "pecado" do outro.
Tenho muita pena de ambos os grupos, mas especialmente dos que ficam neuróticos pelo peso das acusações que vêm dos crentes fariseus. A leitura de Mateus 23 nos mostra que, para Jesus, esses tais eram seres profundamente danosos quando estabeleciam contato com outros seres humanos, sempre com a vontade obstinada de desconstruir a individualidade do outro, fazendo deste um clone do crente-boneco-fariseu. "Ai de vós..." — foi o que Jesus repetidamente disse a eles, aos fabricantes de "crentes em série".
Minha angústia tem a ver com o estado mental adoecido que esses cristãos-fariseus multiplicam e aprofundam a cada novo "discípulo" que fazem. Toda hora atendo "discípulos" desses "cristãos-fariseus" e quase sempre ou os encontro surtados de culpa, medo, débito e pânico de maldição, semi-esquizofrenizados, visto que para se amoldarem à fôrma dentro da qual são postos, a fim de se plastificarem nos moldes "legitimados" pela "religião dos bonequinhos movidos à corda", tais pessoas precisam matar a si mesmas, aceitando como novo "eu" a caricatura humana proposta pela "igreja".
Não há alma humana sensível e sincera que aceite tais coisas e não adoeça seriamente. Ora, faz anos que digo isso, bem como faz muito tempo que atendo pessoas sofrendo dos males de alma produzidos pela religião. No entanto, nos últimos anos, a "porteira da alma" se abriu, e a boiada dos angustiados saiu numa corrida atropelada, buscando, aos pinotes de angústia, um pasto de liberdade.
Os vícios mentais incutidos pela religião, todavia, são os mais difíceis de serem removidos e tratados. Isso porque quando você ensina às pessoas acerca da Graça de Deus, a questão que invariavelmente chega, é a mesma: "Mas como pode ser tão simples? Não há mais nada a fazer a não ser confiar que já está pago e viver apenas nesta fé?" — é o que me perguntam.
A pedra de tropeço dos crentes é o Evangelho de Jesus. Sim, são os crentes os que mais dificuldade têm de crer que é apenas crer.
De fato, a maioria sofre da Síndrome de Naamã, o Sírio. Sendo general importante e sofrendo de lepra, foi-lhe recomendado a ir até a presença de Eliseu, o profeta de Samaria. Ao chegar lá, o profeta nem mesmo saiu de casa a fim de atender o general, mas apenas mandou que ele fosse até as águas do Jordão e se lavasse 7 vezes. Naamã não quis ir. Achou simples de-mais. Esperava que Eliseu viesse, lhe prestasse honras, dedicasse a ele um rito, movesse as mãos sobre as feridas dele, e, assim, feitos "os trabalhos", Naamã fosse declarado curado. De fato, tão contrariado ficou o general, que já estava indo embora quando um de seus servos lhe disse: "Se o profeta tivesse recomendado algo difícil e complicado tu não o farias? Ora, por que não fazes o que ele manda apenas por que é simples?"
O que vejo prevalecer entre os cristãos é que mentalidade do "difícil", a consciência pagã de Naamã, e os mecanismos de cura pagã, sempre carregados de "correntes e campanhas", todas baseadas em barganhas com a divindade, sendo que tal pratica é desavergonhadamente chamada de "sacrifício". Para esses nunca haverá descanso, nem paz e nem a alegria que vem da segurança que se arrima na fé simples.
Enquanto os crentes obedecerem à espiritualidade de Naamã, o Evangelho não produzirá nenhum bem em suas almas!
Toda hora me vêm pessoas que me dizem que não entendem como quando passaram a apenas aceitar a simplicidade do Evangelho de Jesus, e crer que está tudo feito e pago, e que a vida com Deus é simples, e que o andar com Jesus é sereno — pois é fruto da confiança no que Ele já fez por todos nós —, tudo começou inexplicavelmente a mudar para o bem em seus corações. Mas alguns estão tão viciados na barganha com Deus e nos muitos e intermináveis sacrifícios de presença a todos os cultos, células, campanhas, atividades, e muita mão-de-obra dedicada aos líderes da "igreja", que não conseguem nem mesmo crer que o bem que lhes está atingindo é verdadeiro; pois, para tais pessoas, "não é possível que seja só isto".
Todavia, é simples mesmo; e bem-aventurados são aqueles que não tropeçam na Pedra de Tropeço e nem na Rocha de Escândalo, que é Jesus, e nem na total simplicidade de Seu Caminho, que é o único Caminho de Paz para a vida.
Quem não crê, que faça seu próprio caminho pelos infindáveis labirintos da religião...
Eu, todavia, me agrado de todo o coração no que Jesus já fez por mim, perdoando todos os meus pecados, me justificando perante anjos, demônios e homens, dando-me a chance de andar com tranqüilidade e paz entre os homens, com o coração pacificado na confiança no amor de Deus, de cujas mãos ninguém e nem coisa alguma pode me arrebatar.
"Quem crê tem..."— disse Jesus. Sim, quem crê tem tudo. Quem não crê, todavia, pode ter tudo — igreja, moral, credo, dogma, sacrifícios, barganhas, etc...—, porém, não terá nem paz e nem descanso, visto que paz e descanso apenas habitam a fé simples, que não pergunta: "Quem subirá aos céus? (isto é: para trazer Jesus à Terra pela encarnação); e nem tampouco diz: Quem descerá ao inferno? (isto é: para dar uma ajudinha a Jesus na ressurreição dos mortos)."
Sim, a fé conforme o Evangelho sabe que a Graça não está longe; ao contrário: sabe que ela está bem perto, na boca e no coração; pois "se com a boca se confessa a Jesus como Senhor..., e, no coração se crê que Deus o ressuscitou dentre os mortos, se é salvo; pois com o coração se crê para obtenção da justiça justificadora de Deus (pela fé), e com a boca se faz a confissão em fé acerca da salvação que já é nossa; e já foi consumada e acabada por Jesus em favor de todo aquele que crê com simplicidade e confiança.
Mas como disse, é essa simplicidade do Evangelho que acaba sendo a Pedra de Tropeço dos crentes. E, assim, deixando a Rocha da Salvação, se entregam às infindáveis barganhas patrocinadas pelos Líderes Fariseus, os quais não contentes em se fazerem filhos do inferno (conforme Jesus disse), ainda desejam corromper a alma de muitos, criando seres atormentados pelas chamas das culpas e acusações do inferno, negando a eles a chance de viverem em liberdade no amor de Deus.
Portanto, saibam todos: sem fé simples e pura, posta em Jesus, confiante no Evangelho da Graça, não há nem paz, nem alegria, nem espontaneidade diante de Deus, e, sobretudo, não há saúde de alma para viver a vida como Vida, e não como tormento sem fim.
Ora, quando é assim a religião se torna a ante-sala do inferno!
Nele, em Quem tudo é simples,
Caio
Cifras do Pastor Claudio Claro
A Pedra espiritualIntro: D7+ E/D C#m A/C# B7 B/D# D7+ D/E
D7+ E/D C#m A/C# B7 B/D# D7+ D/E
Cris....to, Cris....to, Tu és o Cris....to (2x)
D7+ C#m
Jesus, o filho de Deus, a pedra espiritual
B7 B/D# D7+ D/E
Sabedoria e poder. Justiça e reden....ção
D7+ C#m
O bom tesouro do céu, manancial de amor
B7 B/D# D7+ D/E
A fonte de salvação, de graça e vida eterna
F#m C#m
E o Pai o coroou, sim! E o Pai o exaltou
D7+ C#m
Com um nome sobre todo o nome
D7+ C#m
Para que todo joelho se dobre
D7+ C#m
Para que toda língua confesse
B7 B/D# D7+ D/E A7+
Que Tu és Jesus Cristo, o Senhor!
C7+ Bm Fm Bbm Bm
D7+ C#m
Jesus, o filho de Deus, a pedra espiritual ......
DAÍ GLÓRIA A DEUS
Bm
Dai glória a Deus
A7M
Dai glória a Cristo
Bm7
Glória ao Espírito Santo
A7M (2ª Vez: G/A F#m7 G/C# D#º)
Dai glória a Deus.
D7M C#m7
Porque Deus nos abençoou
G/C Bm7 C#m7
Com toda a sorte de bênçãos espirituais
D7M C#m7
Porque Cristo é a nossa paz
G/C D/E E9 (2ª Vez subindo: D/E Eb/F)Modula 1/2 Tom.
E o Seu espírito habita em nós.
Cm7 (2ª Vez Conversão: Cm7 Dm7 Eb7M Dm7)
Dai glória a Deus
Bb7M
Dai glória a Cristo
Cm7
Glória ao Espírito Santo
Bb7M (Ab/B Gm7 Ab/D Eº)
Dai glória a Deus.
Eb7M Dm7
Porque Deus nos abençoou
G#/C# Cm7
Com toda a sorte de bênçãos espirituais
Eb7M Dm7
Porque Cristo é a nossa paz
G#/C# Eb/F
E o Seu espírito habita em nós.
Final: Cm7 Dm7 Eb7M Dm7 / Eb7M Dm7 Cm7 Cm7 Cm7/Eb Eb/G BbM7
veja esta cifra correta em: w w w . C i F r a s . c o m . b r
Profetiza
G4 G G4 G G4 G G/B C/E
PROFETI__ZA MINHA IGREJA SOBRE O VALE DE OSSOS SECOS PROFETIZA
Am7 Am/G# Am7 Am/G# Am7
E LEVANTA UM CLAMOR PODEROSO AO TEU DEUS SOBRE O VALE DE
D G4 G Dm G7 Dm
OSSOS SECOS PROFETI__ZA NOVA VIDA, SANTIDADE, ABUNDÂNCIA DE
G7 Dbm7/5- C G Em Am7 D
VERDADE E ALEGRIA PROFETIZA O AMOR A PUREZA E O PERDÃO
G4 G G4 G
MINHA IGREJA
G4 G G4 G G4 G G/B C
PROFETI__ZA QUE AS MURALHAS FORTALEZAS DO INIMIGO TODAS CAIRÃO
Am7 Am7/G# Am7 Am7/G# Am7
QUE OS MONTES ALTOS HÃO DE SE RENDER PROFETIZA EM TUA
D G4 G
VIDA AUTORIDADE E PODER
Dm7 G7 Dm7
POIS EU SOU O GRANDE EU SOU SOBERANO E FIEL QUE ADESTRO AS
G7 Dbm7/5- C G
TUAS MÃOS NAS BATALHAS PRÁ VENCER TU ÉS MAIS QUE
Em Am7 D G4 G
VENCEDOR ÉS CANAL DO MEU FLUIR, PROFETI__ZA
Libertador
Intro (2x): Bb7+ Am (3x)
C# Bbm C
F C/E Cm/Eb Bb/D C/E
Libertador, filho do homem Deus
F C/E Cm/Eb Bb/D C/E
Consolador, Espírito do Senhor
Bb7+ Am Bb7+
Jeová Nissi: meu libertador
Am Bb7+
Jeová Jiré: meu Deus provedor
Am C# Bbm C
Jeová Shamáh meu Deus vivo está presente aqui
Bb7+ Am Bb7+
Jeová Shalom: meu Deus é de paz
Am Bb7+
Jeová Rafá: Ele me curou
Am C# Bbm C
Grande El-Shadai meu Deus é Jesus libertador
Santo, Justo
|| A9 D/A A | E | Bm7 D6/9 | E ||
A9 D/A A E
Santo é O Senhor dos Exércitos
Bm7 D6/9 E
Soberano do universo, criador de todos os mares
A9 D/A A E
Justo, aquEle que reina em minha vida
Bm7 D6/9 E
A quem tudo eu entrego prostrando-me aos seus Pés
G D/F# E
Para exaltá-Lo com louvores e adorá-Lo
D/F# E/G#
Por todo meu viver
A9 D/A A E
Pois é Santo, Justo uh uh uh uh-uh
A9 D/A A E
Pois é Puro, Amavél uh uh uh uh-uh
Disse Jesus
intro: Bb Eb/Bb
Bb F/A
Disse Jesus
Fm/Ab
Quem beber da água
Eb/G
Que eu lhe der
Ebm/F#
Nunca mais terá sede
Bb/F C/E Eb/F
De novo vivera
Bb F/A
Ele falou
Fm/Ab
Eu sou pão vivo
Eb/G
Que desceu do céu
Eb/F#
Quem comer minha carne e
Bb/F C/E Eb/F
Beber do meu sangue sempre existira
Bb F/A Eb/G
Eu sou a ressureição e a vida
Eb/G Dm/F
Quem crer em mim
Bb/D C/E Eb/F Bb
Ainda que morra pra sempre vivera
Pão da Vida
E A
Cristo levou sobre Si as nossas dores
B/D# A/C# B E B/D#
Ele levou sobre Si as nossas transgressões
C#m7 F#/A# B/A
O castigo que nos traz, a paz estava sobre ele
E A B A/C# B
E por Suas chagas fomos sarados
E A
Ele tomou sobre Si as nossas maldições
B/D# A/C# B E B/D#
Ele sofreu para que tivéssemos perdão
C#m7 F#/A# B/A
O Seu sangue derramou para nos resgatar das trevas
E A B A/C#
E nos lavar de toda iniquidade
B E A
Jesus, pão da vida
B/D# A/C# B E B/D#
Jesus, luz do mundo
C#m7 F#/A# B/A
Príncipe da paz, Maravilhoso, Conselheiro
E A B A/C#
Fonte de eternidade e amor
B E A
Jesus, Deus Emanuel
B/D# A/C# B E B/D#
Jesus, Santo dos santos
C#m7 F#/A# B/A
Árvore da Vida, Rio que brota do trono de Deus
E A B
Alegria profunda no meu coração
A/C# B E A B
Recebe adoração, Jesus
A/C# B E A B A/C# B E
És digno de louvor, Jesus, recebe adoração
POESIA
a hora do cansaço
AS COISAS que amamos
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite do nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gosto acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
Carlos Drummond de Andrade.